Paulinho da Força

No dia 5 de maio de 2015, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, presidente do Solidariedade, junto com os deputados Leonardo Picciani (PMDB) e Mendonça Filho (DEM), apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 358/15 que propõe o reajuste dos depósitos do Fundo de Garantia, a partir de janeiro de 2016, pelas mesmas regras da caderneta de poupança: 0,5% ao mês, mais a TR. Hoje, os depósitos do FGTS recebem um reajuste de 3% ao ano, mais a TR.

Segundo Paulinho, o projeto corrige uma distorção histórica. “Os programas do governo, que usam o dinheiro do FGTS, cobram taxas de juros de mais de 6%. Ou seja: o governo ganha duas vezes em cima do dinheiro do trabalhador”, argumenta.

O governo do PT, que sempre disse que defendia um reajuste digno para o FGTS, dizia agora que esse reajuste inviabilizaria o financiamento habitacional. Mas, sabendo que seria derrotado no Congresso, aceitou negociar um reajuste escalonado. Pelo texto aprovado em 18 de agosto, negociado com o governo, em 2016, os novos depósitos do FGTS serão corrigidos em 4% mais TR; no segundo ano, em 4,75% mais TR; no terceiro ano, em 5,5% mais TR; e no quarto ano, em 2019, terá as mesmas regras da poupança. Ou seja: de cerca de 6,5%, mais TR.

A nova regra ainda precisará ser aprovada no Senado. A hora é de pressionarmos nossos senadores para que o Congresso faça jus à vontade da população.