Paulinho da Força

 

Com uma defasagem na tabela do imposto de renda superior a 60%, o trabalhador brasileiro paga a (altíssima) conta de uma administração equivocada. Esses números são resultado de 18 anos de correções defasadas, considerando-se a variação da inflação oficial do País medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Desde 2007, a atualização – a cargo do Governo Federal – tem sido de apenas 4,5% ao ano. Os cálculos são do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional). Os contribuintes da chamada classe média e os de baixa renda são os mais penalizados pela situação vigente. As deduções são limitadas ao longo do tempo e o custo de vida só aumenta.

O deputado Paulinho da Força continua pressionando pela atualização da tabela do IR. Essa situação torna maior o número de brasileiros obrigados a pagar imposto sobre a renda, uma vez que o limite de rendimento para ser isento sobe menos que a inflação. Em suma, sem a correção, o imposto acaba “comendo” uma parte maior do que ele recebe. Some-se a isso o fato de que a alta tributação não volta para a população em forma de benefícios como saúde, educação, transporte e trabalho decentes.

O País precisa de um desenvolvimento consistente. Precisa dar ao trabalhador condição de ganhar o seu dinheiro e de fazer a economia girar, sem sobressaltos. É uma questão de justiça. Paulinho não poderia deixar de levantar essa bandeira.