Paulinho da Força
 
Paulo Pereira da Silva, Paulinho da Força
Deputado federal, presidente nacional do Solidariedade e presidente da Força Sindical
 
JFF_0167
Paulinho da Força é a principal voz dos trabalhadores no Congresso Nacional
 
O presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, tem sua trajetória marcada pela defesa dos direitos dos trabalhadores. Paulinho se tornou um dos principais líderes do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, e tem tido papel de destaque como oposição ao governo do PT.

Nascido em Porecatu (PR), em 1956, como muitos brasileiros teve uma infância pobre. Trabalhou na lavoura, ao lado de seis irmãos. Casado por duas vezes, tem três filhos.

Na década de 70, mudou-se para São Paulo e foi trabalhar como metalúrgico. Acompanhou de perto as dificuldades dos trabalhadores, entrou para o sindicato e liderou as lutas por melhores condições de trabalho, coordenando muitas vitórias para sua categoria.

Em 2013, Paulinho fundou o Solidariedade e em 2014 foi reeleito deputado federal por São Paulo, com 227.186 votos.

 

PPS antigaII

Em plena ditadura militar, Paulinho da Força tornou-se defensor dos direitos trabalhistas
 
Trajetória políticaAinda na década de 70, Paulo Pereira da Silva começou a militar politicamente, atuando em defesa dos direitos trabalhistas dos metalúrgicos.Iniciou a carreira política em 1982 no Partido dos Trabalhadores, deixando a sigla em 84 por não contar com o apoio político e discordar das diretrizes ideológicas que começavam a distanciar o partido das lutas trabalhistas.

Em 1995, apoiou o governo Fernando Henrique e, em 1998, fez parte da coordenação da campanha eleitoral para a reeleição. Deixou o governo durante o segundo mandato de FHC por desaprovar a manutenção dos juros altos, que prejudicavam o desenvolvimento, e, por consequência, aumentavam o desemprego. Passou a criticar a política econômica do governo tucano que, mesmo após o fim da inflação, não abordava a questão da dívida pública, interna e externa.

Em 1999, assumiu a presidência da Força Sindical e obteve êxitos como a derrubada da Emenda 3, que acabava com inúmeros direitos dos trabalhadores, a política de reajuste anual do Salário Mínimo e o pagamento de R$ 39 bilhões aos brasileiros pelas perdas no FGTS ocasionadas pelos planos Verão (1989) e Collor (1990).

Filiou-se ao PDT (Partido Democrático Trabalhista) e em 2002, Paulinho foi convidado a integrar a chapa para vice-presidente do Brasil na campanha encabeçada por Ciro Gomes. Em julho de 2004, assumiu a Presidência Estadual do diretório em São Paulo e, no mesmo ano, foi candidato nas eleições para prefeito da cidade. Em 2006, foi eleito deputado federal com mais de 287 mil votos, o 6º mais votado no Estado de São Paulo e o 12° no país.

Em 2010, foi reeleito deputado federal para defender os trabalhadores no Congresso Nacional e tornou-se líder da bancada do PDT na Câmara dos Deputados. No 7º Congresso Nacional da Força Sindical, realizado em julho de 2013, Paulinho foi reeleito presidente da Força Sindical.

Em setembro de 2013, ao lado de outros deputados e dezenas de lideranças políticas, fundou o Solidariedade, partido que tem como plataforma a defesa dos direitos dos trabalhadores, o desenvolvimento econômico e a ampliação das conquistas sociais para todos os brasileiros. Durante o processo de criação e desenvolvimento da nova legenda, Paulinho licenciou-se da Força Sindical em outubro do mesmo ano.

Em janeiro de 2016, preocupado com o agravamento da crise econômica, Paulinho voltou à presidência da central, para atuar contra o desemprego crescente e as diversas ameaças aos direitos trabalhistas, comandadas principalmente pelo governo Dilma.

 

Foto_01
À frente dos metalúrgicos, Paulinho conquistou melhorias que depois foram ampliadas a todos os trabalhadores

Principais conquistas

Como líder sindical e, depois, deputado, foi responsável por importantes conquistas e algumas delas foram estendidas aos demais trabalhadores através da Constituição de 1988, como a licença-maternidade e da multa de 40% do FGTS, na demissão sem justa causa.

Também obteve outras grandes vitórias, como o já citado reajuste anual do salário mínimo e a derrubada da Emenda 3, que pretendia acabar com diversos direitos já conquistados como férias, FGTS, 13º salário, normas de segurança e saúde, pagamento de horas extras, aposentadoria e licença-maternidade.

Paulinho foi ainda o principal articulador da negociação que resultou na medida provisória que criou a Participação dos Trabalhadores nos Lucros ou Resultados (PLR), além do acordo com o governo para o pagamento das perdas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, provocadas pelos Planos Verão e Collor. Paulinho convenceu o presidente da República a estender a todos os trabalhadores do país, sem necessidade de recorrer à Justiça, os mesmos direitos obtidos pela vitória de apenas 35 trabalhadores do Rio Grande do Sul.

A proposta original de pagamento dessas perdas sem sacrificar o Tesouro foi redigida pela Força Sindical, que dividiu a conta entre os empregadores, o governo e os empregados, mas de forma que os de maior renda abrissem mão de parte do que receberiam para que os mais pobres não perdessem nada, uma forma democrática de redistribuição de renda.

Em sua trajetória, destaca-se como sua marca o diálogo franco, com independência e isenção em relação aos empresários e ao governo.

 

DSC_1379
Nos anos 90, Paulinho articulou com Ciro Gomes a criação no Brasil da PLR (Participação nos Lucros e Resultados)
 
Primeiro de Maio – Dia do TrabalhoA partir de 1997, Paulinho à frente da Força Sindical transformou o 1º de Maio na maior festa do trabalhador no país. Com público superior a 1 milhão de pessoas, todos os anos, a Força Sindical aprova para o evento uma lista de prioridades para o movimento sindical, chamada Pauta Trabalhista. Entre as bandeiras defendidas este ano, estão garantia dos empregos e dos direitos, reforma previdenciária que não altere direitos já garantidos, correção da tabela do IR, menos juros, valorização dos aposentados e igualdade de oportunidades entre homens e mulheres.Salário mínimo

Paulinho liderou o acordo que, em 2006, passou a reajustar anualmente o valor do salário mínimo, calculado pela inflação do último período mais o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas no país) dos dois últimos anos. Com validade até 2023, o acordo também revisava a tabela do Imposto de Renda até 2010.

 

 40 horas 01
A redução da jornada semanal sem redução de salários é uma das grandes bandeiras de Paulinho da Força 7777
 
Principais bandeirasEntre as principais bandeiras que defende no Congresso Nacional e como presidente do Solidariedade, estão: a manutenção da política de valorização do salário mínimo, a correção da tabela do IR, a reposição das perdas do FGTS, o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução salarial, a política de valorização para os aposentados, a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, a regulamentação da Convenção 151 da OIT, a ratificação da Convenção 158 e a valorização da indústria nacional, além de juros menores e trabalho decente.Recentemente, Paulinho da Força foi considerado pela Revista Época como uma das 100 personalidades mais importantes do Brasil. Ele está na categoria “líderes”, que engloba apenas 22 personalidades mais influentes no País.